A maratona dos gregos

Hoje acontece a maratona masculina, encerrando este pequeno espetáculo esportivo. A rota já está delineada e as pessoas já garantiram seus lugares ao longo do percurso.

Disputando espaço com espectadores e policiais, estavam os camelôs, vendendo bandeirinhas, fitas, tatuagens temporárias (mania absoluta da temporada) e o que mais puder levar as cores do país.

Eu já garanti minha vaguinha na avenida Mizogeon, ponto nobre do trajeto. No entanto, ainda não consegui uma tatuagem da bandeira brasileira. Apesar do amor dos gregos pela nossa gente, ainda não fizeram bugigangas verde-amarelas!


Postado por Laura Prado às 12h59
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Minha maratona pessoal

Enquanto os atletas correm até o estádio Panathinaiko, eu faço minha maratona pessoal. Estou louca atrás de passagem para conhecer Creta, umas das ilhas gregas.

Embora as ilhas estejam calmas e vazias, ir até lá virou um problema porque a Grécia não é um país preparado para o turismo, por mais incrível que pareça.

Tantas belezas naturais e monumentos e não sabem aproveitar. Levei dois dias para conseguir informações sobre barcos para Creta, e ainda não sei nada sobre acomodação. O escritório central de turismo de Atenas "acha" que há um albergue em Hania. Me deram o número e disseram que "deve" estar aberto. Fechou em 1994.

Nos EUA, qualquer pedra vira monumento muito bem aproveitado turisticamente. A Grécia pelo menos tem o que mostrar. Mesmo nesse estado o turismo responde hoje por 80% da economia do país. Imagine se organizassem.


Postado por Laura Prado às 12h56
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Entrevista com o voluntariado 2

 

Nome: Ana Claudia Godoy

 

Idade: 32

 

Cidade: Maringá - PR

 

Ocupação: professora de inglês

 

Por que veio? Para conhecer Atenas, a cultura grega e experimentar os bastidores de uma Olimpíada

 

O que está fazendo? Reservando carros para convidados vip e indicando local de estacionamento nos estádios de esgrima e basquete

 

O que é espírito olímpico? É trabalhar em equipe para o sucesso de um só

 

Melhor da Grécia? Souvlaki com cerveja e uma boa companhia!

 

E a parte ruim? as falhas de comunicação entre gregos e estrangeiros

 

O que falta na Grécia? Preço justo

(nota: a Grécia deixou de ser um país barato para o turismo há uns dois anos...)


Postado por Laura Prado às 12h49
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A credencial explicada

Se você assistiu a algum jogo olímpico pela TV certamente já viu aquele pedaço enorme de plástico pendurado no pescoço de atletas, voluntários, árbitros e outros. Quer saber o que tem lá?

 

 

1. A tarja onde está escrito WKF indica que você é parte da equipe que trabalha nas Olimpíadas ("workforce"). Cogitei a possibilidade da sigla significar "work for free", até descobrir que as pessoas que tem essa tarja em vermelho são pagas. Ganham de 1.000 a 2.000 euros por mês, nos cargos mais baixos. Há ainda tarjas verdes, para atletas, tarjas azul-

claras, para árbitros e técnicos e tarjas laranjas, para a imprensa, entre outras.

 

2. Não reparem na foto

 

3. Sigla de três letras do seu país de origem. Dos 55 mil que são voluntários, aposto que 90% tem GRE no crachá

 

4. O código de barras serve para você fazer check in e check

out no local de trabalho. É preciso passar por um detector

de metais toda vez.

 

5. Esse código de três letras indica seu local de trabalho. O meu tem apenas um, que quer dizer Technical Officials Village, mas dá para ter dezenas. A melhor parte é ter o símbolo do infinito no seu crachá, porque ele dá direito a entrar em qualquer local. Geralmente é reservado para dignitários, vips e imprensa. Só conheci uma voluntária que tinha um infinito: ela trabalhava como assistente do presidente da delegação de Portugal.

 

6. A cor da tarja final indica o nível de acesso que você possui. Branco é o mais pobrinho e não pode ir a nenhum lugar (é o meu caso); o azul pode ir a lugares (de acordo com suas siglas, claro) onde os atletas não estejam competindo; e com o vermelho você pode ir a lugares em que estejam acontecendo competições.


Postado por Laura Prado às 12h41
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Só dá Brasil!

O Brasil não se classificou para o pólo aquático mas a gente pode dizer que também levou o ouro, afinal a brasileira Alexandra de Sanctis Araújo joga no time italiano, que levou a medalha de ouro ontem! De um jeito ou de outro a gente está em todas!


Postado por Laura Prado às 12h39
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